segunda-feira, 13 de setembro de 2010


A tireoide está fazendo você engordar?

Se dietas e exercícios não estão adiantando, fique de olho: sua tireoide pode estar desregulada.

Parece que hoje em dia todo mundo sabe de pelo menos uma mulher que tem ou teve alguma alteração na tireoide. A mais conhecida é o hipotireoidismo, doença que incomoda muito porque causa aumento de peso, cansaço e desânimo.

O número de casos vem aumentando nos últimos anos. Uma pesquisa realizada entre 2001 e 2002 na Grande São Paulo, com mulheres de 20 a 78 anos, mostra que cerca de 10% das participantes apresentavam sinais clínicos e laboratoriais da doença. “Os valores esperados eram de 5%. Hoje, percebemos mais casos devido a três fatores: diagnóstico mais preciso, mais pedidos de exames e o fato de sabermos que algumas doenças da tireoide são hereditárias”.
 
Por que o hipotireoidismo engorda?

A tireoide uma das nossas maiores glândulas e tem o formato de uma borboleta. Segue os comandos da hipófise, uma espécie de glândula mestra que secreta hormônios que atuam em todo o organismo, entre eles o TSH, que aciona o funcionamento da tireoide. Ela, por sua vez, fabrica os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo e atuam em órgãos vitais como coração e rins.

Quando a tireoide está trabalhando num ritmo abaixo do esperado, há um quadro de hipotireoidismo e o corpo todo sente. Uma das principais causas dessa alteração é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo fabrica anticorpos para destruir as células da glândula. Como consequência, a tireoide funciona num ritmo mais lento. O problema é hereditário: se sua mãe, tia ou avó sofrem com ele, é necessário investigar se você também produz esses anticorpos.

Com o metabolismo devagar devido à carência dos hormônios, o aumento de peso e o cansaço aparecem. A libido tende a cair. É como se o organismo todo trabalhasse com menos energia. Mas se você engordou mais do que 5 quilos, não dá para culpar só a glândula. “O aumento de peso provocado pelo hipotireoidismo é de 4 a 5 quilos. Não mais do que isso”. Embora os sintomas sejam desagradáveis, assim que o mal é diagnosticado, é feita a reposição dos hormônios. Uma vez acertada a dose do medicamento, seu organismo volta ao ritmo normal e os sintomas tendem a desaparecer.

Sintomas do hipotireoidismo

O aumento de peso é um dos sinais mais associados ao trabalho lento da glândula. Mas ele não é o único e muitas vezes, pode nem aparecer.

- aumento de peso, 4 a 6 quilos
- pele seca
- queda de cabelo
- unhas fracas
- dor de cabeça
- prisão de ventre
- maior sensibilidade ao frio – principalmente nos pés e nas mãos
- aumento no colesterol
- memória ruim
- dificuldade de concentração
- desânimo
- sensação de cansaço e fraqueza
- queda na libido

Exames que desmascaram o problema

Para avaliar o funcionamento da sua tireoide, o médico costuma pedir um exame que mede a quantidade do hormônio estimulador (TSH) e a dosagem de T4 livre. Muitas vezes também solicita a verificação de anticorpos antitireoide – para checar se existe predisposição à tiroidite de Hashimoto.

Quando a tireoide fica acelerada

O hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o funcionamento acelerado da tireoide. Os sintomas são: aumento da frequência cardíaca, nervosismo, ansiedade, perda de peso (resultante da queima dos músculos), entre outros.

O perigo das fórmulas para emagrecer

Um fator capaz de desafinar a sua glândula é o uso de “fórmulas mágicas” para perder peso. Embora seja proibido pela Anvisa manipular medicamentos com os hormônios da tireoide (T3 e T4) e fármacos similares (Triac), muitos médicos usam essas substâncias em remédios para emagrecer. Além de criminosa, a atitude coloca sua saúde em risco. No primeiro momento, você perde peso pois o metabolismo fica acelerado, em um quadro provocado de hipertireoidismo. “Nesse caso, não se perde apenas gordura, mas também massa muscular e massa óssea. Isso é perigoso”, explica Marcio Mancini. Ao parar de tomar a fórmula, vem o rebote: a tireoide fica desregulada e trabalha mais lentamente, como no hipotireoidismo. Como você viu aqui, definitivamente não compensa brincar com a sua tireoide para perder alguns quilinhos. O melhor é apostar em atividade física regular e alimentação balanceada para emagrecer com saúde.

Alimentação certa é fundamental

Outra especialidade que atua nos casos de hipotireoidismo subclínico é a nutrição funcional. Outra questão é o excesso de metais tóxicos como mercúrio e cádmio, que atrapalham o metabolismo da glândula. “Nos quadros subclínicos, há a melhora dos sintomas só com a eliminação dos metais tóxicos e a suplementação dos minerais que estão em falta”, garante Gabriel. Mesmo quando a doença é confirmada, a alimentação certa também ajuda o organismo a assimilar o medicamento.

Os alimentos indicados para suprir o selênio são as oleoaginosas, como castanhas e nozes. O zinco tem boas fontes nos frutos do mar e nas leguminosas como lentilha e feijão-carioca. E o ferro está presente nas carnes e nos cereais integrais. Mas, como cada uma de nós pode ter carência de diferentes minerais, é melhor fazer exames específicos que mostram qual é a deficiência, para uma reposição adequada.
Associando os hormônios com a reposição dos minerais necessários, você junta forças para a sua tireoide funcionar no rítmo certo. Com isso, os quilos a mais são queimados, seu ânimo reaparece, a libido volta a crescer e você vive muito melhor.

Fonte: Boa Forma
2 Comentários

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


25 alimentos que seguram a fome

Saiba quais são os alimentos que vão ajudar você a driblar a fome

Café da manhã

Abacaxi

“Comer uma fatia de abacaxi no café da manhã me deixa sem fome até o almoço”, diz Carmem Lima, 32 anos, de São Paulo. Por que funciona: rico em fibras, o abacaxi mantém o estômago ocupado na digestão por mais tempo, o que segura a fome. Também tem várias vitaminas e minerais importantes para o equilíbrio geral do organismo. E um corpo saudável corre menos risco de cair na armadilha da gula.

Aveia

“Mingau de aveia faz a gente quase esquecer a comida no resto do dia”, conta Rosana Meirelles, 49 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: as fibras da aveia se expandem no estômago. Depois, são transformadas numa espécie de gel resistente à digestão, prolongando a saciedade. Se preferir, polvilhe o cereal nas frutas ou no iogurte.

Pão integral

“Ele estica muito mais a sensação de saciedade que o pão branco”, garante Maria Toniolo, 35 anos, de São Paulo. Por que funciona: além de deixar você satisfeita com menos comida – por causa das fibras dos grãos –, pães e massas integrais têm o poder de manter os níveis de açúcar no sangue mais equilibrados, evitando que a fome volte logo.

Ovo

“Comer ovo de manhã é batata: a fome fica menor nas outras refeições!”, diz Eliane Duarte, 36 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: o ovo é fonte de proteína – nutriente que tem uma estrutura molecular complexa, exigindo uma digestão lenta. Por isso, deixa você sem fome por um bom tempo.

Queijo branco

“No meu café não falta queijo branco. Senão chego esfomeada ao almoço”, diz Elisabeth Duarte, 48 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: como o ovo, o queijo tem proteína e, por isso, sacia bem a fome.

Almoço
Arroz integral

“Quando estou com muita fome, troco o arroz branco pelo integral. Preenche o estômago mais rápido”, conta Amanda Rodrigues, 25 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: esse tipo de arroz, que vem com a casquinha, leva mais tempo para ser digerido do que o branco. E enquanto o estômago está cheio, você não pensa em comida.

Farelo de trigo

“Misturo farelo de trigo na massa ou no arroz. Funciona bem contra os exageros”, diz Graziela Belles, 25 anos, do Rio Grande do Sul. Por que funciona: ótima ideia! Juntar o farelo de trigo a outros alimentos aumenta o volume – dá impressão de ter uma porção mais generosa no prato. Além disso, o farelo reduz o índice glicêmico da massa e do arroz, e IG baixo é garantia de apetite tranquilo.

Abóbora

“A abóbora é minha aliada contra a balança! Me ajudou a perder 8 quilos”, diz Daniela Amaral, 25 anos, do Rio Grande do Sul. Por que funciona: tem fibra de monte e poucas calorias (tem só 33 calorias por 100 gramas), por isso, você pode comer bastante sem medo de engordar. Não é à toa que faz sucesso na turma do regime. Pode ser assada ou cozida, doce ou salgada.

Cenoura

“Além de folhas verdes, como bastante cenoura na salada. Mastigar esse legume diminui minha gula”, diz Adriana Afonso, 27 anos, de Brasília. Por que funciona: a textura firme da cenoura exige mesmo que você mastigue, mastigue, mastigue... Com isso, o cérebro entende que uma boa quantidade de alimento está sendo ingerida. Além disso, comendo devagar, você consome menos comida nos 20 minutos que seu organismo leva para “desligar” a fome.

Jantar

Peito de peru

“Colocar peito de peru no sanduíche mata minha fome mais rápido”, diz Ana Claudia Rizo, 28 anos, de Uberlândia (MG). Por que funciona: além de proteína, o peito de peru tem um pouco de gordura (mesmo o light), que, durante a digestão, estimula o corpo a produzir um hormônio, a colescistocinina, que corta a gula. É isso mesmo: para emagrecer a gente precisa de gordura, de boa qualidade, é claro, e não mais do que 10% das calorias diárias.

Tofu

“Gosto do tofu geladinho com cheiro-verde e shoyu. É leve e me ajuda a comer menos no jantar”, conta Helena Cardoso, 40 anos, de Goiânia. Por que funciona: esse queijinho (de soja) carrega apenas 40 calorias em 100 gramas, e pode entrar à vontade no seu prato, dando volume à refeição. A dose de proteína, apesar de pouco, também ajuda a domar a fome.

Folhas Verdes

“No jantar, devoro um prato grandão de folhas verdes com tomate e pepino. Depois, como uma fruta e pronto: me sinto bem alimentada”, diz Márcia Queiroz, 27 anos, de São Paulo. Por que funciona: campeãs de fibras, as folhas exigem muita mastigação – ninguém engole uma saladona sem trabalhar muito com os dentes. E a mastigação é um mecanismo fundamental para o cérebro avisar a hora certa de você parar de comer.

Bebidas

Suco de limão

“Para ficar firme na dieta, bebo limonada (com adoçante!) gelada. Refresca e me faz esquecer dos doces”, diz Marcia Cristina Marinho, 30, de Ubiratã (PR). Por que funciona: o azedinho do limão inibe a vontade de comer algo doce. Isso porque esse sabor satura as papilas gustativas que também estão no comando da fome.

Chá de ervas

“Beber chá (muito chá!) – perto de 1 litro por dia, sem açúcar e longe das refeições – me faz comer menos. Emagreci 9 quilos em dois meses depois que adotei essa estratégia”, diz Viviana Lima, 28 anos, de São Paulo. Por que funciona: chá, em geral, acalma o estômago. Mas se quiser ir direto ao ponto, beba chá de capim-cidreira (reduz a compulsão a comida), verde (acelera o metabolismo, fazendo o corpo queimar gordura), cravo e canela (diminui a fissura por doce).

Café

“Gosto de beber um cafezinho após o almoço. Assim não sinto falta da sobremesa”, revela Karine Parússolo, 27 anos, de São Paulo. Por que funciona: como acontece com o limão, o sabor forte do café deixa as papilas gustativas “satisfeitas”. É por isso que compensa o doce da sobremesa.

Água

“Quando estou a ponto de atacar um chocolate, bebo água. E a vontade passa”, conta Aline Marta de Lima, 23 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: a água ocupa espaço no estômago, preenchendo momentaneamente aquele “vazio” que faz você sonhar com um biscoito recheado no meio da manhã ou da tarde. Portanto, água para dentro!

Lanches

Banana

“É gostosa, fácil de levar para o trabalho e sossega a fome entre as refeições”, diz Fernanda Villas Boas, 23 anos, de São Paulo. Por que funciona: não parece, mas a banana tem fibras e, por isso, forra o estômago. Também carrega ferro, potássio e triptofano – substâncias que dão pique e diminuem a compulsão a comida. Mas, com 90 calorias, em média, não pode ser consumida à vontade.

Iogurte

“Um iogurte desnatado e a larica da tarde desaparece”, garante Simone Fernandes, 26 anos, de Macaé (RJ). Por que funciona: rico em proteína, não só aplaca a fome como evita que ela volte rápido. Se quiser esticar a sensação de saciedade, junte aveia.

Barra de cereais

“Esse lanchinho tem poucas calorias, engana o estômago e faz o intestino funcionar melhor”, revela Jeane Marques, 25 anos, de Paranavaí (PR). Por que funciona: as que têm castanhas, cereais (como a aveia) e frutas secas cortam a fome e dão energia. Cuidado com as versões carregadas de açúcar e sem quase nada de cereais integrais – disparam o índice glicêmico, e lá vem fome.

Damasco

“Docinho, o damasco acaba com aquela vontade de comer alguma coisa no meio da manhã”, diz Mônica Rodriguez, 31 anos, de São Paulo. Por que funciona: desidratado, concentra frutose (açúcar da fruta) e vale por um docinho com apenas 20 calorias por unidade. A sensação de saciedade fica por conta das fibras.

Amendoim

“Carrego um punhado de amendoim na bolsa para aliviar a fome da tarde”, conta Leda Ribeiro, 32 anos, de São Paulo. Por que funciona: a gordura boa do amendoim regula o açúcar no sangue e rende uma sensação de saciedade prolongada, evitando beliscos. Mas não exagere: 10 gramas têm 55 calorias.

Biscoito com fibras

“Para acabar com o desejo por doce, como biscoitinho com fibras”, diz Thereza Moreira, 32 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: é uma opção saudável para driblar a fome que pinta entre uma refeição e outra. Mas, em excesso, engorda.

Soja tostada

“No lanche, como soja tostada. Foi um dos truques que me ajudaram a perder 66 quilos”, diz Lia Santis, 30 anos, de São Paulo. Por que funciona: além das fibras, tem isoflavonas (hormônios naturais), zinco, vitaminas do complexo B, cálcio e potássio, que equilibram os hormônios femininos. E os hormônios, você sabe, influem muito na gula.

Sobremesas

Gelatina

“Se fico sem doce no almoço, meia hora depois estou atrás de chocolate. Então, sempre como gelatina diet de sobremesa – tem poucas calorias e acaba com a minha larica fora de hora”, diz Flavia Gamonar, 21 anos, de Bauru (SP). Por que funciona: a gelatina é uma proteína, nutriente que demora mais a ser digerido. Além disso, contém grande quantidade de água, o que ocupa o estômago. Com a vantagem de render várias receitas de baixas calorias.

Melancia

“Corto o apetite voraz comendo melancia. É minha aliada até na TPM, quando a vontade de doce é quase incontrolável”, conta Leilane da Silva, 28 anos, do Rio de Janeiro. Por que funciona: essa fruta tem uma quantidade incrível de água e, por isso, sacia muito! Como tem um montão de fibras, exige que a gente fique mastigando por mais tempo. Além disso, você pode comer uma porção generosa já que uma fatia média contém só 50 calorias.

Fonte: Boa Forma
0 Comentários

Exercício também mata a fome

O benefício das atividades físicas para a sua silhueta está longe de se limitar à queima de calorias. Pesquisadores da Unicamp revelam que a prática de exercícios pode também controlar a sensação de saciedade.



Academia não rima com pizzaria. Não no dicionário do clínico geral José Barreto Carvalheira, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Carvalheira é o líder do grupo de 17 cientistas brasileiros que mostrou pela primeira vez uma associação entre a prática de exercícios e o controle da saciedade.
Um estudo publicado pela equipe brasileira esta semana no periódico PLoS Biology revela que as atividades físicas funcionam como um mecanismo de estabilização do organismo, que inibe o apetite nos indivíduos que estão acima do peso ideal. “As pessoas acham que exercício só queima caloria, mas conseguimos tirar o foco disso”, conta Carvalheira à CH On-line.
A prática de exercícios reverte a resistência do hipotálamo aos hormônios que controlam o apetiteA ideia da pesquisa foi sugerida por Eduardo Ropelle, que se formara em educação física pela PUC de Campinas e estava prestes a iniciar o mestrado em clínica médica na Unicamp. Ropelle queria ligar os dois campos aos quais se dedicava e, ao conhecer o laboratório de controle de ingestão alimentar de Carvalheira, decidiu investigar a ligação entre a sensação de fome e o exercício físico.
Cinco anos depois, Ropelle, agora doutor em fisiopatologia médica e professor da Unicamp, tem uma resposta para sua questão inicial. Os estudos desenvolvidos por sua equipe mostraram que a prática de atividades físicas reverte a resistência aos hormônios que controlam nosso apetite causada pela superalimentação.

A superalimentação no cérebro

Nos indivíduos que comem além da conta, o hipotálamo – região do cérebro que determina processos metabólicos – cria resistência aos hormônios insulina e leptina, cujo papel é nos informar quando estamos saciados. Essa falta de sensibilidade se deve a uma inflamação causada pelo consumo excessivo de gordura.
E é justamente nesse ponto que as atividades físicas entram em ação, segundo os cientistas brasileiros. A contração dos músculos característica da prática de exercícios libera uma proteína (IL 6) no sistema nervoso central que, agindo indiretamente por um complexo caminho bioquímico, acaba por inibir a inflamação do hipotálamo.
Com isso, o hipotálamo recupera a sensibilidade à insulina e à leptina, o cérebro volta a entender a mensagem de saciedade e inibe nosso apetite com eficácia. Ou seja, o exercício não funciona exatamente como um inibidor de apetite, mas como um estabilizador da gestão de alimentos.

Tratamentos em perspectiva?

Os resultados do estudo brasileiro são importantes para o entendimento dos distúrbios de sobrepeso, que afetam mais de 1,6 bilhão de adultos no mundo, de acordo com dados de 2005 da Organização Mundial da Saúde (OMS) – o número pode chegar a 2,3 bilhões de indivíduos em 2015. No Brasil, a gravidade do problema não passa despercebida: 43% da população adulta está acima do peso e 13% é obesa.
Mas ainda é cedo para pensarmos em um tratamento para a obesidade derivado dessa descoberta. As conclusões dos pesquisadores da Unicamp foram tiradas a partir da observação de ratos de laboratório obesos e magros, que faziam exercícios constantes de corrida e natação. Foi usada também a injeção da proteína IL 6 sintética para simular a prática de exercícios nos roedores, o que restabeleceu satisfatoriamente o controle da saciedade dos animais.
É cedo para pensarmos em um tratamento para a obesidade derivado dessa descobertaCarvalheira é reticente em relação à aplicação desse método em humanos. “É complicado introduzir a IL 6 no organismo, porque ela tem uma função dupla: pode ser pró-inflamatória, se injetada na corrente sanguínea, ou antiinflamatória, se aplicada no sistema nervoso central”, explica o clínico. “Não há por enquanto uma droga claramente desenhada para reproduzir o exercício com a injeção no sistema nervoso central direto.”
Seja como for, os resultados do estudo publicado esta semana abrem as portas para a pesquisa de tratamentos inspirados nessa descoberta. “É difícil ainda saber em que tipo de tratamento essa descoberta vai dar realmente”, avalia Carvalheira. “Estamos descrevendo um mecanismo para ser estudado”.

Fonte: UOL
0 Comentários

A boa filha a casa torna.

Depois de 1 semana sem dar o ar da graça,cá estou eu. Tive uma semana bem corrida: provas,problemas de saúde,filha danada,início de mês. Então parei tudo,blog,academia e R.A. Quando digo que parei a R.A não quer dizer exatamente que jaquei à beça (jaquei um tikim só), e sim que não fiz todas as refeições no horário certinho.
 Mas bola pra frente pq o que passou não volta mais. Agora é olhar pra frente e correr atrás do meu objetivo!!
0 Comentários