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terça-feira, 12 de junho de 2012


Meia Maratona? Por que?


Comecei a contagem regressiva para a Meia Maratona do RJ... 26 dias!!! <o>
Confesso que quando penso dá um frio na barriga e fico me perguntando se vou conseguir ou por que inventei isso. A parte física está encaminhada e é a menor das preocupações, mas e a cabeça?
Estou invocando os "deuses do relaxamento" para me controlar e parar de ficar pilhada antes do tempo. Será que consigo? 

Durante o longão do último sábado,fiquei me perguntando por que encarar uma meia maratona. A primeira resposta que me vem à cabeça é: "preciso provar pra mim que sou capaz!"  

Mas existem outros motivos,quer ver?! =)


1- Quebra de monotonia. Volume, intensidade e frequência de treino serão modificados, o que dá mais dinamismo às corridas (cada sessão será diferente).

2- Novo desafio. Se os 10 km já ficaram fáceis, o estímulo diminui. Partir para os 21 km trará mais compromisso com o treinamento.

3- Perda de peso. Mais 55% de quilometragem, quatro vezes por semana, em média, é o que você enfrentará nos treinos. Logo, o metabolismo será estimulado e a perda de peso será maior.

4- Menos impacto. Em meias-maratonas, a intensidade é mais baixa, pois se corre entre 90% e 95% da velocidade das provas de 10 km.

5- E menos lesões. A velocidade ligeiramente mais baixa também diminui o risco de lesões.

6- Ganho de resistência. Uma prova longa exigirá mais de sua capacidade aeróbia devido à duração maior, enquanto os 10 km requerem mais potência e velocidade.

7- Facilidade na largada. Pelo fato do número de inscritos na meia-maratona ser menor, o tumulto é menos expressivo e os primeiros quilômetros, mais tranquilos.

8- Satisfação pessoal. Como a dedicação aos treinos é maior e a duração da prova também, a sensação de “dever cumprido” e de orgulho na chegada é proporcional.

9- Treino interativo. A menor intensidade dos longões permite chamar as amigas para aumentar a motivação, batendo um papo ou curtindo a paisagem enquanto correm.

10- Vantagem feminina. Elas costumam ter mais resistência a fadiga e maior facilidade para manter o ritmo, dizem pesquisas. Por isso, a desvantagem em relação aos homens é menor em provas longas.

11- Aptidão física cardiorrespiratória. Respiração, circulação e músculos tendem a ficar melhores, caso a futura meio-maratonista ainda não tenha atingido o seu ápice nos 10 km.

12- Prévia da maratona. Os 21 km são muito utilizados como controle e estratégia para quem deseja um dia partir para uma maratona, funcionando como uma projeção de performance.

13- Mais paciência. A necessidade de realizar pelo menos um treino longo durante a semana exige o condicionamento psicológico e controle da ansiedade, essenciais para qualquer prova.

14- Ritmo nas passadas. Quanto maior a distância, maior o desafio de controlar o ritmo. Com os longões progressivos (em que o pace diminui aos poucos), é mais fácil se aprimorar.

15- Mais cedo. Como os 21 km levam mais tempo para serem completados, a maior parte das provas tem largada cedo, o que garante maior conforto térmico e segurança durante a prova.

Fonte: WRun


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quinta-feira, 8 de março de 2012


Heroínas do Asfalto

Hoje elas disputam olimpíadas e dividem espaço com os homens em qualquer maratona. Mas para conquistar o direito de participar de corridas de longa distância elas tiveram de vencer uma longa batalha... 

Quando uma atleta cruza a linha de chegada de uma corrida de rua, ela carrega nos ombros o peso da história. E não se trata da história pessoal de cada corredora,que precisa muitas vezes se dividir em duas ou até três para conciliar o treinamento com as tarefas do trabalho, da casa e de mãe, mas sim de quase um século de lutas travadas por muitas mulheres por um simples direito: o de CORRER.


  • 1896 - Esporte é coisa de homem! 
Em 1896, quando foram disputadas as Olimpíadas em Atenas, modalidades como a corrida eram consideradas exaustivas para as mulheres. A competição foi classificada como " a periódica manifestação solene do esporte masculino, baseada no internacionalismo e na lealdade, tendo a arte como pano de fundo e os aplausos das mulheres como recompensa". 

Mas 2 gregas decidiram ignorar o machismo. Em 1896. Stamatis Tovithi tornou-se a primeira mulher a correr uma maratona,um mês antes da prova olímpica. Em abril do mesmo ano, a grega Melpomene esperou o tiro de  partida da maratona e juntou-se aos 17 atletas que participavam da prova.    


  • 1928 - Eles estavam certos?
As mulheres criam sua própria olimpíada. A Federação Esportiva Feminina Internacional, organiza os Jogos Olímpicos das Mulheres,em Paris.  

Nos jogos olímpicos de 1928, as mulheres são incluídas em 5 provas de atletismo. Mas um problema reverte a situação: algumas atletas passaram mal aos disputar os 800 metros (maior distância feminina) e o Comitê Olímpico Internacional decide pela exclusão das provas femininas de todas as modalidades de corrida.


  • 1948 - Mamãe campeã!
Casada, mãe de dois filhos, a holandesa Fanny Blankers-Koen foi o grande destaque feminino da Olimpíada de Londres. Foi a primeira mamãe campeã olímpica e conquistou 4 medalhas de ouro.



  • 1967 - Invasão Feminina
Nos anos 60, mais e mais mulheres e homens passaram a correr em busca de saúde, e a corrida amadora começou a ganhar espaço.

1963- As americanas Merry Lepper e  Lyn Carman esperaram a largada da Western Marathon e juntaram-se aos homens. Fiscais da prova tentaram tirá-las do percurso mas elas se recusaram a sair. Carman abandonou a prova aos 32km e Merry concluiu os 42km em 3h37min07s.
1967- Katherine Switzer se inscreveu na Western Marathon disfarçada de homem e recebeu o número de peito 261. Ao perceberem que era uma mulher,os organizadores tentaram tirá-la do percurso. Mas a corredora foi defendida pelo  namorado e cruzou a linha de chegada em 4h20min. Depois desses incidentes, os organizadores da maratona concluíram que era impossível barrar a participação feminina.

  • 1984- Enfim, a glória olímpica
Inesquecível. Essa talvez seja uma boa palavra para descrever a primeira maratona olimpica feminina da história. Às 8h do dia 5 de agosto de 1984, 50 mulheres de 28 países largaram para os 42km pelas ruas de Los Angeles.  Entre as favoritas estavam a norte-americana Joan Benoit, a portuguesa Rosa Mota e a norueguesa Grete Waitz. Joan Benoit terminou a prova em 2h24mim52s. Aquela vitória mudou sua vida, e também a de milhões de mulheres que a partir dali conquistaram definitivamente o direito de correr livremente a mais lendária das corridas.


*Este texto é uma reprodução da matéria "Heroínas do Asfalto, publicada na revista O2 - nº107.

Um lindo dia para você que, com várias atividades acumuladas durante o dia, arruma tempo livre praticar  esporte e manter a saúde em dia. 



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