Hoje elas disputam olimpíadas e dividem espaço com os homens em qualquer maratona. Mas para conquistar o direito de participar de corridas de longa distância elas tiveram de vencer uma longa batalha...
Quando uma atleta cruza a linha de chegada de uma corrida de rua, ela carrega nos ombros o peso da história. E não se trata da história pessoal de cada corredora,que precisa muitas vezes se dividir em duas ou até três para conciliar o treinamento com as tarefas do trabalho, da casa e de mãe, mas sim de quase um século de lutas travadas por muitas mulheres por um simples direito: o de CORRER.
- 1896 - Esporte é coisa de homem!
Em 1896, quando foram disputadas as Olimpíadas em Atenas, modalidades como a corrida eram consideradas exaustivas para as mulheres. A competição foi classificada como " a periódica manifestação solene do esporte masculino, baseada no internacionalismo e na lealdade, tendo a arte como pano de fundo e os aplausos das mulheres como recompensa".
Mas 2 gregas decidiram ignorar o machismo. Em 1896. Stamatis Tovithi tornou-se a primeira mulher a correr uma maratona,um mês antes da prova olímpica. Em abril do mesmo ano, a grega Melpomene esperou o tiro de partida da maratona e juntou-se aos 17 atletas que participavam da prova.
- 1928 - Eles estavam certos?
As mulheres criam sua própria olimpíada. A Federação Esportiva Feminina Internacional, organiza os Jogos Olímpicos das Mulheres,em Paris.
Nos jogos olímpicos de 1928, as mulheres são incluídas em 5 provas de atletismo. Mas um problema reverte a situação: algumas atletas passaram mal aos disputar os 800 metros (maior distância feminina) e o Comitê Olímpico Internacional decide pela exclusão das provas femininas de todas as modalidades de corrida.
- 1948 - Mamãe campeã!
Casada, mãe de dois filhos, a holandesa Fanny Blankers-Koen foi o grande destaque feminino da Olimpíada de Londres. Foi a primeira mamãe campeã olímpica e conquistou 4 medalhas de ouro.
- 1967 - Invasão Feminina
Nos anos 60, mais e mais mulheres e homens passaram a correr em busca de saúde, e a corrida amadora começou a ganhar espaço.
1963- As americanas Merry Lepper e Lyn Carman esperaram a largada da Western Marathon e juntaram-se aos homens. Fiscais da prova tentaram tirá-las do percurso mas elas se recusaram a sair. Carman abandonou a prova aos 32km e Merry concluiu os 42km em 3h37min07s.
1967- Katherine Switzer se inscreveu na Western Marathon disfarçada de homem e recebeu o número de peito 261. Ao perceberem que era uma mulher,os organizadores tentaram tirá-la do percurso. Mas a corredora foi defendida pelo namorado e cruzou a linha de chegada em 4h20min. Depois desses incidentes, os organizadores da maratona concluíram que era impossível barrar a participação feminina.
- 1984- Enfim, a glória olímpica
*Este texto é uma reprodução da matéria "Heroínas do Asfalto, publicada na revista O2 - nº107.
Um lindo dia para você que, com várias atividades acumuladas durante o dia, arruma tempo livre praticar esporte e manter a saúde em dia.
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2 comentários:
Excelente post!
É aquela história...quem quer faz, quem não quer inventa desculpa!
Parabéns para nós que mesmo cheia de tarefas no dia a dia encontramos força e ânimo para cuidar do corpo e da mente!
GUerreiras sim e sem desculpas!!
Beijãooo
É isso aí, amiga ... Nós, mulheres, somos verdadeiros exemplos de força, determinação e positivismo na vida de todos. PARABÉNS A TODAS NÓS, que estamos aí, na luta, na 'peleia' como diz o bom gaúcho ! Um beijo e um carinho.
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