domingo, 14 de julho de 2013


Maratona do Rio de Janeiro

Demorei, mas voltei...  ;)

Nunca foi tão difícil escrever um post pra cá. Deixei todas as dores passarem para que conseguisse dedicar alguns minutos e  fazer um breve relato sobre a maratona.

Rio de Janeiro - lindo como sempre!

Eu adoro aquela cidade!! Tudo ali me encanta.  Chegamos (Christiano e Sophia) lá na quarta-feira, pela manhã, e depois de nos acomodarmos na casa da Rose, fomos almoçar e dar um rápido passeio pelo Leblon. Resto do dia foi de descanso, porque a viagem foi longa... 

Quinta-feira. Vamos pegar o kit? Ao chegar ao Aterro do Flamengo, a barriga congelou e a ficha começou a cair. Eu estava ali para fazer uma maratona!!! Entrega mega tranquila, já que a maioria dos corredores só chegaria na sexta ou sábado.  De lá, fomos para o Morro da Urca e a noite, um brinde no Leblon. 

Sexta-feira. Dia de programa da Sophia. Ela queria ir a um zoológico então fomos bater na Quinta da Boa Vista. Ô lugar lindo! Além do zoo, tem o Museu Nacional e o lugar é ótimo para relaxar, fazer piquenique , andar de bike e correr. Depois, foi a vez do passeio do Christiano: Clube de Regatas Flamengo. E eu? Escolhi o Forte de Copacabana e um lanchinho da Confeitaria Colombo. 
Sábado. O emocionante Cristo Redentor. Ô lugar pra ter uma energia boa... Apesar da muvuca de turistas, a sensação de tranquilidade é incrível. Dá pra entender?! Subir no trenzinho é um charme a parte. Você vai apreciando a Floresta da Tijuca e uma vista incrível do RJ. Passeio que agrada adultos e crianças. Sophia amou! 
A tarde, o Christiano foi o chef e fez um feijão verde delicioso pra Rose. Comi MUITO! #) 
A noite, o velho e bom shopping pra Sophia brincar um pouco e eu me jogar na massa pré-corrida. =)
Fim do dia e só me restou arrumar toda a tralha para o dia "D".  Nada poderia ficar pro dia seguinte e separar os acessórios era uma maneira de tentar me acalmar. Estômago dava voltas e percebi que nada me acalmaria. Preciso dizer que foi um martírio conseguir dormir? =)



O dia mais esperado. Maratona Caixa do Rio de Janeiro.

Despertador deveria tocar às 3:20 da madruga, mas claro que eu acordei antes dele. Frio no Rio e a esperança de uma temperatura boa, aumentava a expectativa de uma prova bacana. Arrumei os detalhes, tomei um bom café da manhã e fui para o Aterro do Flamengo, onde pegaria um ônibus para a largada da prova. 
Além do frio na barriga,eu tremia por conta dos 12º marcados no termômetro da rua. Esperei no Aterro até encontrar alguns colegas da assessoria e de lá fomos pra largada. Quase 1 hora de viagem! No caminho, você tenta se distrair olhando a paisagem, mas é inevitável não pensar na prova.

Chegamos na largada com mais de uma hora de antecedência. Frio, frio, frio!! Fui passear entre os corredores para tentar aliviar a tensão. Multidão!!! Vi muita gente de Fortaleza, encontrei  alguns colegas queridos e comecei a relaxar mais.  Se desesperar pra que,né?! Não dava mais pra voltar atrás. Nem queria!

Clima do local tava bacana, você sentia uma energia contagiante. Todo mundo ali buscando realizar um desafio pessoal e na minha cabeça, um filme sobre tudo o que vivi até chegar ali.


Passei a semana 'reclamando' do frio no Rio e o que acontece na hora em que eu mais precisava dele?! Sumiu! Na largada, o sol já mostrava que seria um companheiro fiel durante todo o percurso.

♫ Do Leme ao Pontal
Não há nada igual ♪

Meu caro Tim Maia, você diz isso porque não sabe o que acontece do Pontal ao Leme. Tudo é único! 

Soa a buzina e o coração dispara... Primeiros passos dados e eu comecei a sentir dores nos dois Aquiles. Não poderia ser nada de preocupante,bastaria o corpo aquecer para aquele incômodo sumir. E assim foi...

Os primeiros quilômetros serviram pra sentir o corpo (e o calor!) e a ficha cair de vez.  Na estratégia da prova, eu pensei em um ritmo estabelecido e uma média do tempo que eu queria concluir a maratona. 

Tudo dentro do planejado até o km 17. O ritmo estava bem encaixado e o corpo não reclamava de nada. Até o km 17. Depois... 

Não acho justificativas para 3 pit stops por causa de... dor de  barriga?!  Não comi nada além do normal, então só posso crer que foi psicológico. Aí,meu povo, quando você para e o corpo esfria, nem pela glória dá pra voltar ao ritmo anterior.  Era óbvio que eu não conseguiria fazer a prova no tempo imaginado, então só me restava aproveitar a 'brincadeira'. 

Os quilômetros iniciais são chatos e solitários! De um lado o mar e do outro, mato. A situação melhora quando entramos na Barra e já tem gente pra te incentivar, o que ajuda muito.

Cheguei ao local onde a turma da Meia largou, vi corredores com medalhas no pescoço e pensei: " Pq eu não vim fazer só os 21,hein? Ainda tem mais 21k pela frente!" Olha, se você não estiver muito afim de vencer um desafio desses, você para ali mesmo. 

Elevado do Joá. É a 1ª subida da prova e é daquelas que parecem não ter fim. Se eu já não curto, imagina uma dessas...  Mas, cá entre nós, o visual que você tem de lá é lindo! Você até esquece as dores. Ou não...

A partir daí, você começa a ouvir um som nada agradável: sirenes de ambulância.  Me dá uma coisa ruim... No decorrer da prova, vi duas pessoas desmaiadas e me dá um aflição enorme.

Do Joá para a temida subida da Av.Niemeyer e o muro dos 30k. Muitos só consideram ela como subida de verdade por causa do acentuado aclive. Aqui, as pernas estão destruídas e o ritmo cai consideravelmente. Pernas queimavam e eu andei em alguns trechos. Em vááááários momentos, contei com o incentivo de corredores/staff que me chamavam pelo nome (na camisa) e aquilo me dava um pouco mais de energia e eu voltava a correr. É uma briga constante entre corpo e mente. Você manda nas pernas e elas fazem de conta de que não é com elas.  A Niemeyer teve seu lado bom. Sem sol! \o/ Correndo colada na pedra e o clima era bem agradável, foi esquentar um pouco quando passamos pelo Vidigal. 

Tchau, Niemeyer e bem vinda ao Leblon. Aqui o coração disparou... Eu sabia que minha torcida (Christiano, Sophia e Rose) estava me esperando lá. Fiz uma pequena pausa lá e mandei uma banana pra aliviar a fome. Não dá pra aguentar isso só com carbo e sais,meu povo!

 Christiano me perguntou: "Dá pra continuar?!" Ele perguntou só por perguntar, porque ele sabia que eu não abandonaria a prova SÓ por causa do cansaço. Só saio de uma prova se eu ( toc toc toc) apagar e me retirarem dela, caso contrário...

Leblon-Ipanema-Copacabana. Os piores 12km do mundo. O pensamento era: "Só faltam 12km!" Ora só 12... Eram 12 que pareciam os 42. Já estávamos na orla e por mais que eu procurasse, não achava uma minúscula sombra.  Travava uma batalha cruel pra conseguir correr e levantar os pés era uma tarefa árdua. Aqui, eu pensei em tudo o que havia acontecido até que eu chegasse ali. Em 1/5/11, eu participava da minha 1ª corrida de rua. Fiz 1km e parecia a glória eterna. Mais de dois anos se passaram e eu estava correndo uma maratona e seus 42.195m. Não era um sonho. Nunca foi um sonho. Nem nos meus maiores delírios, imaginaria correr uma maratona. Lembro que no início deste ano, ao conversar com o Rafa e ser indagada sobre meus objetivos, eu disse que faria duas meias e era pra ser feliz. E veio a proposta: "Pq não uma maratona? Dá tempo de se preparar pra isso." Desafio proposto,desafio aceito. 
Durante essa batalha final, lembrei que o gigante Djacir me disse um dia:" maratona é um passo após o outro." E assim eu fui. Um passo por vez para vencer aquele desafio.

Última parada. Em Copacabana, tinha um posto distribuindo biscoitos e eu peguei 4. Só que não havia água por perto... Fuén fuén fuén. Entalei total. O que eu fiz? Me aguniei? Que nada! Parei no posto 5 e comprei uma coca cola. Foi a decisão mais acertada. Dei uma bela revigorada e aguentei correr direitinho até o final da prova.

Km 40. Só mais 2... Já estava dentro do Aterro do Flamengo e era muito bom ouvir "tá perto!", "a chegada tá logo ali", "parabéns, você é uma guerreira". É bom demais... Apertei o passo e corri,corri,corri... Era só felicidade! O visual era incrível, o Cristo Redentor estava olhando pra mim e o Pão de Açúcar me lembrava o quão doce seria minha medalha.

Ao entrar no cercado da chegada e ver o pórtico, eu não pensava mais em nada e não sentia mais nenhuma dor. Ouvi os gritos da galera que havia terminado a prova, os gritos do Christiano e tudo era música para meu ouvidos. Peguei a Sophia e juntas, corremos os últimos metros da prova.  Chorava feito criança... Era uma sensação indescritível, só correndo uma maratona pra entender.  A Sophia correndo rápido e eu pedindo: "calma, que eu não aguento!" Ela tava mega empolgada! Cruzamos juntas o pórtico de chegada e com muito orgulho,deixei a moça colocar a medalha em meu pescoço. Era minha e nada mudaria isso. 
Foram 5:22:37s de dores, frustração, prazer, alegrias,lágrimas e sorrisos. 





Final de prova e a sensação de dever cumprido, fez com que todas as dores sumissem. 

Muito prazer! Sou Rita, uma maratonista! \o/ \o/ \o/ 



Nos últimos treinos, eu sempre disse que seria a primeira e única maratona e todos falavam que eu mudaria meu pensamento depois da prova. Ô povo sábio,viu? Farei outra sim,acho que em 2014. Sei que posso fazer melhor e vou fazer!

"Somos diferentes, na essência, de outros homens. Se você quer vencer algo ou simplesmente correr, corra os cem metros. Se você quer uma experiência nova, um novo estilo de vida, corra a maratona.  (Emil Zatopek)" 

"A maratona é um evento carismatico pois tem de tudo. Drama, competição, camaradagem e heroísmo. Nem todo corredor pode sonhar em ser campeão olímpico, mas, todos podem sonhar em terminar uma maratona.” (Fred Lebow)

"Para descrever a maratona para alguem que nunca correu e algo como que tentassemos explicar as cores para quem nasceu cego.  (Jerome Drayton, 2h10min Marathoner)"

“Treinar para uma maratona é um ato de fé. Correr uma maratona é um ato de coragem. Com fé e coragem pessoas comuns podem fazer grandes coisas!”


"Maratona, são 30km de força física,12km de força mental e 195m de satisfação total. são 30km de pernas, 12km de coração e cabeça e 195m de lágrimas."







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segunda-feira, 1 de julho de 2013


Falta cada vez menos...

É vapt-vupt!

No post anterior, compartilhei com vocês um vídeo do Lucho Runner onde eu disse que poderia dizer cada palavra dita por ele no vídeo.

E hoje, o Lucho compartilha um texto de arrepiar sobre a Maratona Caixa do Rio de Janeiro.

Vale MUITO a leitura!!

Arrepiem-se!!


Maratona do Rio: "A gloria dos 42 Quilômetros"


O relógio não para.

A cada segundo que passa os ponteiros seguem girando.

Cada vez falta menos para que você esteja parado na largada. E não é qualquer largada.

VOCÊ VAI CORRER 42 QUILÔMETROS.



Ela é um mito vivo. É uma lenda que revive em muitos cantos do mundo, mas apenas uma ínfima porcentagem de corajosos se atrevem a enfrenta-la.

Ela é a Mãe de todas as distâncias.
É um desafio único, é lenda, é adrenalina, é paixão, é emoção.
E enquanto estou lendo isso, continuam passando os segundos ...



FALTA CADA VEZ MENOS.



Para sentir seu coração batendo forte, suas pupilas dilatadas, os olhos vidrados.
Para meses de treinamento se ponham a serviço dos seus sonhos.
Para que você possa libertar sua garra, sua coragem, seu espirito de vencedor.
Os segundos estão passando ... passou quase um minuto desde a última vez que vocè olhou para o relógio.



FALTA CADA VEZ MENOS.

Para olhar nos olhos dos outros seres humanos que estarão ao seu lado, pessoas que você nunca viu antes, mas que só com um olhar fugaz, sabemos o que estamos sentindo ao mesmo tempo.
Para que você se sinta irmanado com essa massa de heróis enfileirados, que irão atrás do mesmo sonho que você.
Para bater palmas na contagem regressiva, para desejar boa corrida aqueles que estão do seu lado.
O relógio está correndo .. outro minuto passou.



FALTA CADA VEZ MENOS.

Para que o sinal de largada soe como um tiro que faz disparar uma manada de feras.
Para que os gritos de euforia mostrem sua coragem.
Para que um passo após outro, comecemos a participar de uma gigantesca prova de fé e coragem.
E a medida que você pensa, imagina, sente isso... os segundos continuam passando.



FALTA CADA VEZ MENOS.

Para você chegar aos 10, aos 21, aos 30 quilômetros.
para que você possa enfrentar o maldito "muro".
Para que você coloque toda a sua garra e paixão.
Para que você diga a seu mesmo que á razōes que só o coração entende.



FALTA CADA VEZ MENOS.

Para que emocionado e exausto você chegue aos 41 e que sua alma ressuscite.
Para que seus olhos chorem de alegria.
Para que você fique com um nó de felicidade na garganta.
Para que você erga seus braços para dar graças a Deus.
Para que você sinta que existe uma razão.
Para que você abrace forte alguém ou apenas erga meus olhos aos céus admirado de minha proeza.
Para que você repita uma e mais mil vezes que você conseguiu.


FALTA CADA VEZ MENOS.

E aí já não me importarão mais o relógio, o medo e nem as dúvidas.


Eu desejo o melhor para você, porque antes, você queria o melhor também. 

Não pare o seu sonho, mesmo quando vai dura.

Deixo meu abraço.

Vai fazer isso!


Falta cada vez menos... para que você seja um herói 
de tênis por um dia. 

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sábado, 29 de junho de 2013


Maratona à vista!

 Depois de uma pausa tão longa, resolvo dar o ar da graça.

Queria muito ter feito o semana  a semana dos treinos, mas não deu.  Treinos cansativos, filha doente, joelho problemático e projeto de monografia, foram alguns dos motivos que me fizeram desanimar das postagens do blog.  

Com o fim dos treinos, venho contar um pouco do que aconteceu durante este período.

Olha, quando você ouvir que “correr uma maratona não cansa, o que cansa são os treinos”, acredite, ok? É um desgaste pesado, mas tenho certeza de que a ‘recompensa’ será inesquecível. 

Foram 18 semanas de treinos
40 dias de treinos (aproximadamente)
53:57:56 horas
8 longões: ( 21,18,20,20,24,28,24,32)
489,867 km percorridos

Não foi fácil. Nunca disse que seria.

Enfrentei barreiras. Senti muitas dores no joelho esquerdo, após a escolha errada de um tênis, e precisei parar durante alguns dias. Foi aí que desanimei. Fiquei com medo de que fosse uma lesão e isso me tirasse da prova. Puxei o freio de mão total e fiquei cuidando do joelho com gelo e anti-inflamatórios.  Joelho melhorou e pude voltar aos treinos. Nem queiram imaginar o alívio que senti. 

Aí quando você que vai encaixar o ritmo de novo, marido e filha ficam doentes.  Nada de treinos. Again! Acontece, né? Se eles são tão compreensivos comigo, eu tenho obrigação de parar e cuidar deles.

Durante alguns dias conseguir treinar regularmente, mas chegaram épocas de provas da faculdade e eu diminuía o ritmo consideravelmente. 
Mesmo com esses empecilhos, nunca faltei aos longões. Eu acreditei que eram os principais treinos para a maratona, já que focamos em resistência. E como foram, viu? Fisicamente e mentalmente. O apoio da assessoria e as dicas de ouro do Rafa, me fizeram perceber cada mudança. Na pista, em provas curtas era notório o quanto meu preparo físico havia mudado.
Pude aprender muito.  Percebi do que meu corpo é capaz e sei que posso vencer qualquer desafio proposto.

turma da maratona foi de uma energia incrível. Todo mundo na mesma sintonia, mesmo foco e uma vibração contagiante.  Lesões eram inevitáveis e ‘perdemos’ alguns parceiros durante a jornada, mas a maioria resistiu e no próximo dia 7/7 enfrentará estes 42.195km. A troca de experiências foram super válidas e eu, sempre quieta no meu canto, escutava cada palavra do que eles diziam.
Os treinos de polimento, pra mim, acabaram hoje.  Foram ‘só’ 10k na base da força. Força de vontade! Era um daqueles dias em que a cabeça bate o pé e não te deixa fazer nada direito.

Falando em cabeça...
Já ouviram falar em depressão pós-prova? Eu tive uma pré! Depois do longão de 32km, eu perdi totalmente a vontade de treinar.  Esse era o treino mais temido. Todo mundo queria saber como reagiria ao muro dos 30km.  Nesse eu não fui bem. Neste dia, tudo ia dentro do planejado, mas no km 21 tomei um isotônico e tudo desandou. Passei mal. Vontade enorme de vomitar  e eu diminuí muito o ritmo. Em vários momentos, andei. Ô sensação ruim! Não acreditava que num dia tão importante, aconteceria isso. O que fazer? Respira, aceita e segue! A essa altura do campeonato não dar pra ficar chorando pitangas,né?
Voltando à ‘depressão’. Depois deste longão, fiquei dias sem treinar durante a semana. Arrumei várias desculpas para não ir. Estava sem saco mesmo! Parece que ao alcançar a casa dos 30, eu não tinha por que acordar às 4h da manhã para correr 8/10km. Não pensem que fui esnobe. Nada disso. O problema é que o corpo dava claros sinais de cansaço e com ‘pena’ do pobre, eu não ia. 

Mas esse período preguiçoso passou e eu curti os últimos dias de treino.  

Nesses 10 dias que antecedem a prova, fui tomada por uma ansiedade absurda! Sofrida mesmo! Pensar na prova, ouvir o nome maratona, faziam com que meu estômago desse cambalhotas.

Li reportagens, vi vídeos e tentei imaginar como será o dia 7/7. Sei que meus pensamentos não chegam perto da realidade, mas dá pra ter uma noção.

dia 'D' está chegando. Eu nunca imaginei que correria 42.195km. Aliás, nunca imaginei correr 1/2 metro. 


Comecei 2013, planejando quais meias eu faria. De repente, me vejo treinando para uma maratona. Entrei de um jeito nos treinos e saio de outro. Da mesma forma, sei que mudarei após a corrida. Espero que pra melhor... #)

Durante esses últimos dias muitos se perguntavam se fariam outra maratona, outros afirmavam já ter escolhido a próxima.

Eu? Eu afirmei por várias vezes que será a primeira e última.

Cumprirei? Não sei...

Volto no próximo post com meu relato sobre a maratona. 
Torçam por mim!
Até lá! 

















Dica: Vídeo excelente! 
Eu poderia ter dito cada palavra dessa...

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terça-feira, 23 de abril de 2013


Diário de uma (quase) maratonista - Semana 4

Semana atrapalhada e post atrasado.
Acontece,né?!

Na segunda-feira não tive treino já que fiz a meia maratona no dia anterior. Descansar faz parte e ajuda muito viu? Mas confesso que dá vontade de treinar...

Quarta-feira foi dia de madrugar. Pela última vez. 
Antes de 5h eu já começava os 10k em L3,conforme a planilha, e fiquei muito feliz em manter o ritmo por tanto tempo. 
Aí você recebe um elogio da professora e fica toda contente. #)

Sexta-feira. 
Nada de treino. 
Minha pequena doente e com uma febre iô-iô. Meu esposo e eu viramos zumbis para vigiar a evolução da febre. Coração fica do tamanho de um minúsculo grão de areia...

Sábado é dia de longão, bebê!
Como Sophia melhorou um pouco, fui treinar. Foram 18km só com a turma que vai encarar a Maratona do Rio. Tempo nublado, ventinho gostoso e uma turma super focada. Como choveu durante a madrugada, em alguns trechos da ciclovia tivemos que fazer 'nado sincronizado'. Eca! =}
Consegui fazer o treino bem direitinho e depois de muuuuuito tempo, consegui correr ao lado do Luciano
'voador" Bezerra de novo. =) 
Logo após o treino, bastou o corpo esfriar para o joelho começar a reclamar. Muita dor e voltar pra casa dirigindo foi um sofrimento.   A dor é na lateral,então dobrar o joelho é uma tortura. 
Só gelo na causa! E foi assim durante o fim de semana todo. 
Que venham os próximos treinos e que eu consiga fazê-los. =D
Aaaaahh... Pequeno detalhe... 
'Ganhei' mais um dia de treino na planilha. 7 dias na semana, 5 dias de treino. Aguenta!!

Turma Zonaalvo


Vocês devem ter percebido que falo muito em L2 e L3 e um dia desses me perguntaram o que significava. 

Então vamos lá...

O coração é o músculo mais importante do seu corpo. Ele ajuda a informar a intensidade dos seus exercícios, o estado emocional e a velocidade com que você está utilizando as suas energias. Estes sinais  que o coração emite são chamados de frequência cardíaca, e a sua importância para qualquer um que pratique exercícios é a razão pela qual os monitores de frequência cardíaca sem fio foram desenvolvidos. A frequência cardíaca representa o número de batimentos cardíacos em 1 minuto. Treinar com um monitor é como possuir um treinador portátil e por tempo integral ligado ao seu corpo. Eles eliminam a incerteza da intensidade de treinamento e servem como excelentes guias para aqueles momentos em que você precisa avaliar precisamente sua performance e ajustar seu regime de treinamento. Continue Lendo...


Quer saber mais? Leia Aqui! 


#Dica

Quer saber mais sobre as provas que acontecem pelo país? Minha dica é o podcast do Por Falar em Corrida. Na última edição colaborei com um relato sobre a Meia de Fortaleza e você pode escutar aqui. =) 






“Dar menos que o seu melhor é sacrificar um dom.”
(Steve Prefontaine, corredor)


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terça-feira, 16 de abril de 2013


11ª Meia Maratona de Fortaleza

Reza a lenda que "quem faz Meia de Fortaleza, corre em qualquer lugar." Perdi as contas de quantas vezes eu ouvi essa frase de corredores mais experientes e sempre me perguntei se seria isso tudo mesmo. O grande 'culpado' disso tudo seria o sol. Ué, mas nós não estamos acostumados a ele? Ele não nos acompanha em treinos e longões? Qual o problema então?! 

Fui lá pagar pra ver.

Confesso que não me preocupei com esta prova até a véspera dela. Não, eu não estou mega metida me achando A corredora. Não é isso. Treinos  e pensamentos estão voltados para a maratona do RJ, então eu estava encarando a prova com um treino de luxo, já que teria toda uma estrutura a disposição.

Mas aquela ansiedade que eu deveria ter sentido, veio de uma vez faltando menos de 24 horas da largada.  Cantei mantras para tentar manter a calma.

Tudo pronto para a prova. 

Armadura pronta!                   Hora do carboidrato!


Dia da prova. 
Primeira coisa que faço: ver o céu. Ainda era noite e ele estava limpo, sem nenhuma nuvem e com estrelas brilhando.
É,Rita. O sol não vai brincar de se esconder.
Café da manhã? Ok! Mel? Ok!

Antes da largada, já sentíamos os raios de sol queimando. Não seria fácil...
Foto tirada às 6:15! <o>


Alonguei e fui ouvir as últimas instruções do coach. Eu não queria inventar nada, a estratégia de prova estava definida e meu pensamento era só o de conseguir fazer tudo certinho. Me posicionei na largada junto com a parceira e triatleta Ruth e a ansiedade pelo tiro tava láááá em cima.

Hino Nacional e BUM! 

Os primeiros metros da prova são um teste de equilíbrio para não machucar os pés, pois como vocês podem ver na foto, o chão é todo de paralelepípedo.  

Durante os primeiros 4km, fui sentindo a prova e o sol e encaixando o ritmo que eu manteria durante a maior parte do percurso.  Fui segurando o ritmo sem perder a Ruth de vista, mas por volta do km8 "deixei" a Ruth ir embora. Eu não queria forçar por causa do sol e estava com receio de quebrar.
Pior parte da prova foi encarar a Praia de Iracema e início da Av. Beira Mar. Nenhuma sombra! Creio que nessa hora, eu carregava o sol nos ombros.

A hidratação da prova estava ótima. Bebi e "tomei" banho em todos os postos.
E como manda o figurino, a cada 30 minutos ingeri um gel de carboidrato e a cada uma hora, cápsulas de sal. 

Km12. Diminuí o ritmo. O psicológico bateu forte. Vi muita gente caminhando. Corredores, com muitos kms nas costas, andando tortos... 
Me segurei para que o medo não aumentasse. 
Conversando comigo e sentindo meu corpo, percebi o quanto eu estava bem. Ânimo renovado e apertei o ritmo de novo. 
A cada km batido, eu me surpreendia com o quanto eu estava bem.  
Km17. Entramos no Centro de Fortaleza e os prédios nos dariam um pouco de sombra para aliviar o calor africano. Olhei para o relógio e tomei um baita susto... Não podia ser verdade...   Não estava acreditando... O GPS estava maluco...

 "VOU BATER MEU RECORDE NA MEIA DE FORTALEZA!!!PQP"

Eu explodia de felicidade! 

Confiante ao extremo, arrumei a postura e mantive meu ritmo. A vontade era de forçar ao máximo, mas eu sabia que 4km não eram 4 metros. 

Último km. Aqui provei o que é a falta de espírito esportivo de alguns corredores. Na rua que daria acesso ao viaduto da av.Leste Oeste, me deparei com 3 corredores de uma outra assessoria, 2 mulheres e um homem. O cara vinha sentindo câimbras e gritava de dores. As meninas seguravam o ritmo para apoiá-lo.
Ultrapassei os três normalmente. Eu aproveitaria a descida do viaduto para soltar as pernas e dar o sprint final. 
Ouvi um grito: "Bota pra cima!"  Pra quem não sabe, usamos isso para você botar força e ultrapassar alguém.  Normal,não?! 
Eu poderia ser ultrapassada de boa,até porque eu não iria tentar buscar de novo. Meu intuito não era esse. Pra que,né?! 
Para minha surpresa o grito e a ultrapassagem vieram acompanhados de uma bela COTOVELADA intencional. Sim,vocês não leram errado. Tomei uma porrada ao ser ultrapassada. 
Fiquei incrédula. 
Minha vontade era botar pra cima e revidar. Não fiz. Não sou assim. Apenas disse: "não é assim que a gente bota pra cima!"
Corri. Respiração forte e na entrada do Marina Park,faltando uns 300 metros para o pórtico, encontrei a Telma saindo e ela teve a nobre atitude de me acompanhar. 
Pausa para apresentar a Telma. Telma é triatleta da Zonaalvo, mãe de 4 meninas lindas, tem o corpo que eu desejo e corre m-u-i-t-o! E é a pessoa mais gentil que eu conheço. Provei isso de novo nesta prova.
Voltando. Telma percebeu que eu estava inteira e me fez botar força. Ultrapassei a "lady da cotovelada".  Vi o pórtico e desmontei em sensações. Alegria. Nervosismo. Ansiedade. Respiração ofegante.
E a Telma "cantando" nos meus ouvidos:
- Tá inteira! Tá chegando!
- Não geme!
- Sorri pra foto!
-  Ajeita a cara senão a mente sente!

Foram palavras que serviram de combustível e esqueci o mundo. Nunca esquecerei.

Cruzei a linha de chegada. 

RP batido em 8 minutos. 

RP batido na Meia de Fortaleza! 

Sorri.

Chorei.

Consegui!

Mais uma prova para ficar na história. Na minha história. Na minha, ainda curta, vida de corredora.



 Eu, Luciano, Ruth e Luiza



"Não geme!"

          "Sorri pra foto!"

Uma medalha e um RP!

Parceiro sempre!

A Telma!


Percurso


Considerações sobre a prova.

O evento é considerado pela Confederação Brasileira de Atletismo,como a maior prova do norte e nordeste. Legal,né?!
Mas para algo tão grandioso,ela peca por pequenos detalhes.
1- Camisa de péssima qualidade. Tecido é 100% poliéster! Pesado para provas ou treinos. Detalhe: Na prova, fiquei sabendo que as blusas acabaram e eles mandaram fazer outra as pressas. Resultado? Fizeram uma melhor! Tecido leve, que adere ao corpo. Dá pra entender?
2- A prova cresceu e manter a largada no bosque do Marina é muito complicado. 7.500 corredores para um espaço apertado. Resultado? Organizador mandando o povo acelerar porque senão os atletas do 5km voltariam e ainda estaríamos largando. Por que não colocar na avenida? Por que não largar em ondas?
3- Um dos organizadores da prova nas suas entrevistas ressaltava: "7.500 corredores divididos em 33 categorias!" Massa,né?! Pra que alardear isso se eles tiraram as premiações por faixa etária??? Uma prova tão grande fazendo miséria com troféus? Gizuiz!
4- Uma meia maratona e NENHUM posto de isotônico?! Nem Freud explica...
5- Balisamento no Centro. Passar pela Feira da Sé foi ruim. Os feirantes atravessavam o tempo todo e ninguém do staff ajudava. Esbarrei em várias sacoleiras.
6- Resultado falho. Muita gente reclamando de seus tempos, o meu por exemplo está errado. Meus tempos bruto e líquido são os mesmos. Difícil,né?! Até porque passei pelo pórtico com quase 4 minutos. Também sei de gente que ainda não teve o tempo registrado. [Update] 
7- Pós-prova. Muitas reclamações foram feitas na fanpage da prova. O que eles fizeram? Responderam? Errou! APAGARAM tudo!!! Que feio,viu?! [Update]

Mas nem tudo foi ruim...

1- Água gelada. Só peguei ela quente no último ponto.
2- Medalha bonita.
3- Ótimo kit pós-prova:  1 banana, 1 laranja, 1 rapadura, 2 cappucinos gelados, 1 citrus e 1 powerade. 
4- Entrega de medalha e do lanche sem fila.
5- Entrega do kit muito organizada.
6- Mais de 7 toneladas de alimentos arrecadados.

Sobre o sol e seus cuidados. [Update]
Muita gente sentiu o 'peso' do sol. Chamo atenção para a chegada. Creio que muitos corredores guardaram os últimos resquícios de força para cruzar a linha de chegada,porque bastava isso acontecer para eles desabarem. Muitos desmaios, falta de ar etc. E na hora em que eu cruzei, não havia nenhum médico próximo ao pórtico. Estavam posicionados em outro lugar? A demanda de atendimentos era alta? Pode ser...
Quando recebi minha medalha e passei pelo gramado, me assustei com a quantidade de atletas estendidos no chão e recebendo atendimento. 
É preciso ter muito cuidado! Não brinque com o calor! 

#DicadoDia  [Update]

Compartilho com vocês, algumas dicas dos coachs Rafa e Breno,para quem vai fazer um percurso longo e com um sol amigão. =)

  1. Escolha o tênis que está pretendendo fazer a sua prova, ou então o tênis das mesmas características( tipo de pisada, suporte, leveza e transpiração).
  2. A meia também é um item importante, use a que está acostumado a treinar.
  3.  Se hidrate bem no dia antes da prova, você tem que iniciar a prova bem hidratado, podendo até ganhar até 1kg por causa da hidratação.
  4. Leve seu carboidrato para fazer a reposição durante a prova( conforme sua nutrição e treinos realizados)
  5. Mentalize a linha de chegada várias vezes durante a prova, isso vai trazer confiança e força para seu corpo
  6. Tenha uma estratégia de prova, plano A e Plano B.
  7. Nos primeiros 2km saia com o pace abaixo do programado e depois escolha o pace moderado( L2-L3) e mantenha o ritmo durante toda a prova.
  8. Motive todos os amigos durante a prova, isso vai trazer força para você também.
  9. Realize o de costume ( um leve alongamento + aquecimento) para largar a prova.


#Hidratação [Update]

A hidratação para a prova de domingo já começa no sábado. Tenha em mente que você já perde líquidos normalmente nas suas atividades diárias. Imagine, então, correndo e no seu melhor desempenho. Some isso à possibilidade quase óbvia de que estaremos com um clima quente e úmido por conta do período do ano que estamos vivendo. Procure ingerir, pelo menos, 500ml de líquidos a cada hora do sábado e procure descansar.
Não esqueça, no dia da prova, de continuar hidratando tanto no aquecimento quanto durante e depois da prova. 
Utilize o protetor solar para tirar qualquer risco que a exposição aos raios solares possa causar. 
Segue aqui uma sugestão de leitura para quem quiser saber mais sobre atividade física em altas temperaturas.


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